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SADDAM HUSSEIN


By: wikipedia: 

 

Saddam Hussein Abd al-Majid al-Tikriti, em árabe صدام حسين, (Tikrit, 28 de Abril de 1937) é um político e ex-estadista iraquiano.

Foi presidente do Iraque no período 1979-2003, acumulando o cargo de primeiro-ministro nos períodos 1979-1991 e 1994-2003.

Primeira Guerra do Golfo: Guerra Irã-Iraque

Em 1979, o Xá do Irã Mohammad Reza Pahlavi foi derrubado pela Revolução Islâmica, dando lugar a uma república islâmica liderada pelo Ayatollah Khomeini. A influência do Islão Xiita revolucionário cresceu deste modo de forma abrupta, particularmente em países com grandes populações xiitas, em especial o Iraque. Saddam receava que as ideias radicais islâmicas, hostis ao seu domínio secular pudessem alastrar no seu país, entre a população Xiita (a maioria da população do Iraque).

Havia também o antagonismo entre Saddam e Khomeini desde a década de 1970. Khomeini, que tinha partido para o exílio do Irão em 1964, viveu no Iraque, na cidade santa xiita de An Najaf. No Iraque, ele ganhou influência entre os xiitas iraquianos e ganhou seguidores. Sob pressão do Chá, que tinha acordado uma aproximação diplomática com o Iraque em 1975, Saddam expeliu Khomeini em 1978. Após a revolução islâmica, Khomeini poderá ter considerado o derrube de Saddam.

Após a tomada do poder de Khomeini no Irão, ocorreram pequenos incidentes de confrontação militar na fronteira, durante 10 meses, no canal de Shatt al-Arab, que ambas as nações reclamavam para si.

Iraque e Irão iniciaram a guerra aberta em 22 de Setembro de 1980. O pretexto para as hostilidades foi a disputa territorial. Saddam foi no entanto apoiado pelos Estados Unidos, pela União Soviética e por vários países árabes, todos eles desejosos de impedir a expansão de uma possível revolução moldada no Irão.

Saddam conduziu a Guerra contra o Irão entre 1980 e 1988. Contou com o apoio dos Estados Unidos, então governado por Ronald Reagan, que esperava a derrocada dos xiitas irianianos e de seu líder espiritual, o aiatolá Khomeini. Recebeu também o apoio do Kuwait, da Arábia Saudita e outras nações árabes, muitas delas igualmente preocupadas com a ameaça de uma igual revolução islâmica como a do Irão em seus territórios. A guerra não teve vencedor declarado, e levou o país a sérias dificuldades econômicas.

Segunda Guerra do Golfo: Kuwait

Em 2 de agosto de 1990, o Iraque invadiu e anexou o Kuwait. No início de 1991, uma coalizão internacional dirigida pelos Estados Unidos (então governado por George Bush) obrigou o Iraque a retirar-se do Kuwait. As tropas da coligação detiveram-se na fronteira entre o Kuwait e o Iraque.

As Nações Unidas impuseram então sanções económicas ao Iraque. Foi criado o programa "Oil for food".

A Terceira Guerra do Golfo

Em 2003, George W. Bush moveu contra Saddam uma guerra para tirá-lo do poder, acusando-o de cúmplice no terrorismo anti-norte-americano. Saddam foi expulso do poder pelas tropas estado-unidenses e britânicas numa guerra não autorizada pelo Conselho de Segurança da ONU. Sua retirada do poder, porém, não significou a paz definitiva para o Iraque.

O paradeiro de Saddam foi desconhecido durante vários meses até que, em 13 de dezembro de 2003, foi localizado e preso numa operação conjunta entre tropas estado-unidenses e rebeldes curdos, enquanto se escondia num porão nos arredores de sua cidade natal, Tikrit. Embora estivesse armado com uma pistola e dois fuzis AK-47, rendeu-se pacificamente após uma patética negociação onde pretendia subornar seus captores com a soma de US$ 750,000. Sua filha Raghad acusou traidores de terem-no dopado. Paul Bremer e Tony Blair confirmaram esta notícia.

Entre as primeiras imagens transmitidas, algumas mostravam Hussein sendo examinado por um médico militar americano, assim como outras mostravam o local de sua captura. Tais imagens causaram variadas reações pelo mundo, desde aqueles que - tais como grande parte da população americana e até iraquiana - as justificaram por motivos políticos, sociais e militares, até os que (baseando-se em interpretações do direito internacional) argumentaram que as imagens representavam uma violação intolerável à Convenção de Genebra acerca do tratamento a criminosos de guerra capturados.

O julgamento: aspectos jurídicos

Saddam em seu julgamento.

 

Saddam em seu julgamento.

Levado a julgamento para responder por crimes cometidos durante o regime de terror "muito comum em todas as ditaduras" , Saddam Hussein mantém-se desafiante. Pois para ele ainda fundamentado na legislação em vigor durante sua ditadura, as vítimas obviamente são todas "traidoras", chegando por vezes a impor com as autoridades jurídicas.

Embora o Direito Internacional em caso de conflitos entre nações determine que o julgamento por genocidios e crimes de guerra deva ser feito por uma Corte internacional e em um país neutro, isso não está acontecendo no julgamento contra Saddam Hussein, um rei destituído do poder arbitrariamente e num incomum conflito militar armado envolvendo as mais poderosas potências nucleares do mundo e ainda sem nenhum aval da ONU “órgão internacional pela paz mundial” , o julgamento numa aldeia de predominantemente xiita não atende as verdadeiras razões que originaram o atual conflito, deixando ao esquecimento outros motivos mais significantes que endossam um crime de guerra, como a "invasão do Kuwait" a “guerra contra o Irã” e até mesmo o atual conflito que resultou um número elevadíssimo de mortes entre civis iraquianos totalmente inocentes.

O julgamento do ex-ditador está ocorrendo em um processo bastante complicado em que houve vários adiamentos e a renúncia do juiz que estava à frente do caso. Se Saddam for considerado culpado poderá ser condenado à morte, por enforcamento.

Destaca-se que muitos entendem que os Tribunais Internacionais se configuram em tribunais de exceção, pois não existiam na época do cometimento das infrações. Ainda, não se tem resguardado o direito de ampla defesa de Saddam.

Literatura

Saddam Hussein dedicou-se também à literatura, o primeiro romance, Zabibah e o Rei de 2001, foi um sucesso de vendas e foi igualmente transposto para um musical no Iraque. Mais tarde edita A Fortaleza Inexpugnável. Em 2003 foi publicada a biografia política de Saddam Hussein intitulada Saddam Hussein: A Political Biography escrito por Efraim Karsh e Inari Rautsi.

 

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