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Fidel Alejandro Castro
Ruz (Birán,
Holguín,
13
de Agosto de 1926)
é o presidente da República de Cuba,
a qual governa desde 1959 como chefe de governo e a partir de 1976 também
como chefe de estado. É a mais longeva ditadura republicana da atualidade
. Para seus defensores, Castro representa o herói da revolução
social e a garantia de repartição equitável da riqueza no país,
devido a sua política socialista.
Seus adversários, internos e externos, no entanto, consideram-no o líder
de regime ditatorial
baseado numa política de partido único e numa polícia repressiva de
estado, no que diz respeito à liberdade de expressão e
à aplicação de penas duras (inclusive a morte) a presos políticos.
É um líder bastante contestado internacionalmente.
História
Fidel Castro tem uma longa
história revolucionária: tornou-se dirigente de Cuba
desde que conquistou os papéis de primeiro-ministro
em 16
de Fevereiro de 1959
e de Presidente
da República em 3
de Dezembro de 1976,
após uma bem sucedida luta de guerrilha contra o exército do presidente de
jure de Cuba Fulgêncio
Batista. Batista era o líder de facto do Exército cubano e em
1940 aliou-se com o Partida Comunista Cubano para tornar-se presidente do
país. Sua ditadura matou três mil cubanos.
Nascido da união de
um imigrante da Galiza
e de Lina Ruz González, Fidel Castro foi educado em colégios jesuítas,
como o Colegio
Belén em Havana.
Foi um acólito
(ajudante do padre na missa). Alto e de porte atlético, foi premiado como
o melhor atleta estudantil secundarista cubano em 1944. Em 1945
entrou na Universidade
de Havana, formando-se em Direito
em 1950.
Após um fracassado ataque
a um quartel de Moncada em 26 de julho de 1953,
(data que dará o nome ao Movimento Revolucionário 26 de julho e todos os
anos é comemorada em Cuba com grandes manifestações populares),
foi preso e condenado a 15 anos de prisão. Durante o julgamento,
Fidel fez sua auto defesa e defendeu o direito dos povos de lutarem contra
a tirania, quando pronunciou as famosas palavras "A história me
absolverá". Após sua auto defesa, Fidel foi liberado tendo cumprido
dois anos de prisão. Viajou aos EUA para encontrar-se com grupos
cubanos exilados naquele país que ajudaram a finaciar a expulsão do
ditador Fulgencio Batista do poder. Exilou-se em seguida no México,
onde montou e treinou uma guerrilha,
retornando clandestinamente a Cuba no iate Granma,
com capacidade para 8 pessoas, em que embarcaram 82 homens, entre eles o
argentino Ernesto Guevara de la Serna, Che
Guevara. O desembarque não foi bem sucedido pois o navio afundou
com as armas. Refugiou-se em Serra Maestra, onde reorganizou a guerrilha
que acabou derrubando Batista.
A
revolução e a Guerra Fria
Fidel Castro visitou, após
a vitória, os Estados Unidos da América.
O governo democrata de
Kennedy tentou derrubar Fidel Castro através de uma operação
desastrosa, o famoso episódio da Baía
dos Porcos, em Abril de 1961;
na seqüência destes acontecimentos, e Fidel Castro aliou-se à
URSS.
A URSS
deu apoio econômico e militar ao novo governo de Castro, comprando a
maioria do açúcar
cubano. A partir de então, Cuba passou a sofrer um embargo econômico
por parte dos EUA. A este respeito dirá Fidel Castro "Nuestro
pueblo heroico ha luchado 44 años desde una pequeña isla del
Caribe a pocas millas de la más poderosa potencia imperial que ha conocido
la humanidad. Con ello ha escrito una página sin precedentes en la
historia. Nunca el mundo vio tan desigual lucha." (discurso do 1º
de Maio de 2003, em La Habana).
No entanto, como conseqüência
do desmoronamento da URSS,
Cuba acabou tendo que reestruturar seu modelo econômico. A fragilidade de
economia comunista, agora sem sua protetora européia e sob um bloqueio
criminoso e desumano, mostrava-se através da escassez de produtos na ilha.
A
ditadura comunista
Segundo o "Livro
Negro da Revolução Cubana", do economista Armando M. Lago,
5621 pessoas foram fuziladas e 1163 assassinadas extra-judicialmente.
Presos políticos mortos no cárcere por maus tratos, falta de assistência
médica ou causa naturais: 1081. Guerrilheiros anti-castristas mortos em
combate: 1258. Soldados cubanos mortos em missões no exterior:
14160. Mortos ou desaparecidos em tentativas de fuga do país: 77.824.
Civis mortos em ataques químicos em Mavinga, Angola: 5.000. Guerrilheiros
da Unita mortos em combate contra tropas cubanas: 9.380. Total: 115.127 (não
inclui mortes causadas por atividades subversivas no exterior).
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