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FIDEL CASTRO


By: wikipedia: 

 

Fidel Alejandro Castro Ruz (Birán, Holguín, 13 de Agosto de 1926) é o presidente da República de Cuba, a qual governa desde 1959 como chefe de governo e a partir de 1976 também como chefe de estado. É a mais longeva ditadura republicana da atualidade . Para seus defensores, Castro representa o herói da revolução social e a garantia de repartição equitável da riqueza no país, devido a sua política socialista. Seus adversários, internos e externos, no entanto, consideram-no o líder de regime ditatorial baseado numa política de partido único e numa polícia repressiva de estado, no que diz respeito à liberdade de expressão e à aplicação de penas duras (inclusive a morte) a presos políticos. É um líder bastante contestado internacionalmente.

História

Fidel Castro tem uma longa história revolucionária: tornou-se dirigente de Cuba desde que conquistou os papéis de primeiro-ministro em 16 de Fevereiro de 1959 e de Presidente da República em 3 de Dezembro de 1976, após uma bem sucedida luta de guerrilha contra o exército do presidente de jure de Cuba Fulgêncio Batista. Batista era o líder de facto do Exército cubano e em 1940 aliou-se com o Partida Comunista Cubano para tornar-se presidente do país. Sua ditadura matou três mil cubanos.

Nascido da união de um imigrante da Galiza e de Lina Ruz González, Fidel Castro foi educado em colégios jesuítas, como o Colegio Belén em Havana. Foi um acólito (ajudante do padre na missa). Alto e de porte atlético, foi premiado como o melhor atleta estudantil secundarista cubano em 1944. Em 1945 entrou na Universidade de Havana, formando-se em Direito em 1950.

Após um fracassado ataque a um quartel de Moncada em 26 de julho de 1953, (data que dará o nome ao Movimento Revolucionário 26 de julho e todos os anos é comemorada em Cuba com grandes manifestações populares), foi preso e condenado a 15 anos de prisão. Durante o julgamento, Fidel fez sua auto defesa e defendeu o direito dos povos de lutarem contra a tirania, quando pronunciou as famosas palavras "A história me absolverá". Após sua auto defesa, Fidel foi liberado tendo cumprido dois anos de prisão. Viajou aos EUA para encontrar-se com grupos cubanos exilados naquele país que ajudaram a finaciar a expulsão do ditador Fulgencio Batista do poder. Exilou-se em seguida no México, onde montou e treinou uma guerrilha, retornando clandestinamente a Cuba no iate Granma, com capacidade para 8 pessoas, em que embarcaram 82 homens, entre eles o argentino Ernesto Guevara de la Serna, Che Guevara. O desembarque não foi bem sucedido pois o navio afundou com as armas. Refugiou-se em Serra Maestra, onde reorganizou a guerrilha que acabou derrubando Batista.

A revolução e a Guerra Fria

Fidel Castro visitou, após a vitória, os Estados Unidos da América.

O governo democrata de Kennedy tentou derrubar Fidel Castro através de uma operação desastrosa, o famoso episódio da Baía dos Porcos, em Abril de 1961; na seqüência destes acontecimentos, e Fidel Castro aliou-se à URSS.

A URSS deu apoio econômico e militar ao novo governo de Castro, comprando a maioria do açúcar cubano. A partir de então, Cuba passou a sofrer um embargo econômico por parte dos EUA. A este respeito dirá Fidel Castro "Nuestro pueblo heroico ha luchado 44 años desde una pequeña isla del Caribe a pocas millas de la más poderosa potencia imperial que ha conocido la humanidad. Con ello ha escrito una página sin precedentes en la historia. Nunca el mundo vio tan desigual lucha." (discurso do 1º de Maio de 2003, em La Habana).

No entanto, como conseqüência do desmoronamento da URSS, Cuba acabou tendo que reestruturar seu modelo econômico. A fragilidade de economia comunista, agora sem sua protetora européia e sob um bloqueio criminoso e desumano, mostrava-se através da escassez de produtos na ilha.

A ditadura comunista

Segundo o "Livro Negro da Revolução Cubana", do economista Armando M. Lago, 5621 pessoas foram fuziladas e 1163 assassinadas extra-judicialmente. Presos políticos mortos no cárcere por maus tratos, falta de assistência médica ou causa naturais: 1081. Guerrilheiros anti-castristas mortos em combate: 1258. Soldados cubanos mortos em missões no exterior: 14160. Mortos ou desaparecidos em tentativas de fuga do país: 77.824. Civis mortos em ataques químicos em Mavinga, Angola: 5.000. Guerrilheiros da Unita mortos em combate contra tropas cubanas: 9.380. Total: 115.127 (não inclui mortes causadas por atividades subversivas no exterior).

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